VALE DO MAMPITUBA SUA GENTE
VIII
GUERRA FEDERALISTA
"Quem eram esses que, invisíveis, enfrentavam as forças legais"?
Marechais Fundamentalista Desertores Bailarino Alferes Bandidos
Com o fim do império, decadente e escravocrata, derrubado por um golpe de dois marechais e um matemático, nasce uma república velha e doente. Depois um marechal dá um empurranzinho, o outro cai e fica o governo de um só marechal que para se manter no poder rasga a constituição, transformando o país em um barril de pólvora. fazendo com que haja revoltas por todos os lados.
Pelo menos não somos mais subordinados da Inglaterra; somos uma república de verdade. Agora somos uma república de banqueiros, ou melhor, dos banqueiros de verdade.
Aqui, no agora estado do Rio Grande do Sul, um fundamentalista escreve uma constituição, de uma só cabeça, a sua imagem e semelhança e com o apôio do poder central transforma a região em um outro barril de pólvora. É uma ditadura dentro da outra, mas a de dentro é mais sangrenta do que a de fora.
No estado sobe governos e desce governos. Há um momento em que temos uma dualidade de governos. Um ilegal, na capital, o outro, legal, em Bagé; legal, mas sem palácio e sem poder. É a revolução que nasce. Forças do Exército já estão no estado para apoiar Júlio de Castilho. Mas entre os militares há muitos que apoiam a revolução. Um deles é o General Joca Tavares, o velho Joca, herói de muitas guerras e está se preparando para mais uma; é o governador sem palácio e sem poder.
O velho Joca faz um acordo com o coronel "legalista" Artur Oscar de Andrade Guimarães; entrega o governo e suas armas (armas, será?) com a condição do coronel não deixar o "castilhista", Manoel Pedroso entrar em Bagé, reduto de Maragatos. Artur Oscar não cumpre o acordo, compactua com Júlio de Castilho e Pedroso faz matança em Bagé. Entre os mortos um casal de negros, ex-escravos, os pais do "negro uruguaio pobre e analfabeto" Adão de La'Torre.
Com a escaramuça (e porque não guerra de "1893", já em "1892"?) as matanças, de ambos os lados, proliferam e o que devia ser um caso de polícia vira uma guerra com o exército, marinha brigada militar, partidos políticos, patriotas e membros de uma mesma família lutando dos dois lados.
Depois um uruguaio, filho de brasileiros e registrado em Santa Vitória do Palmar, Brasil, comanda junto com Joca Tavares e outros um exército de rebeldes. Agora a guerra é para valer. E agora é "1893".
O uruguaio parte bailando pelo estado em direção ao norte, numa guerra de guerrilhas, e se enfurna, pelos caminhos da serra, por Santa Catarina e vai até o Paraná, sempre perseguido por um "exército legalista". O governo, então despacha, o agora general, Artur Oscar de Andrada Guimarães com "1000" homens pelas estradas do litoral para em, Tubarão, subir a serra e deixar o uruguaio entre dois fogos e acabar com a revolta. Entre os comandados do general dois alfers se destcam: o primeiro é Moreira César que vai ficar famoso na História pela crueldade; o outro é o Alferes Horácio (Orácio ?), segundo a oralidade o homem da degola "legal". Há também dois torrenses entre os soldados, porém por pouco tempo. Tornam-se desertores. Eram jovens que durante a construção do molhes do porto de serviço, na Guarita, lá estavam a vender roscas e rapaduras para os serviçais. Um dos moleques era conhecido como Tetéia _ Inácio Caetano de Freitas, o outro era Tota. Os desertores ficaram escondidos pelos matos da região até o fim da guerra. Depois da guerrra Tetéia vira carteiro.
A história depois vem a contar que Artur Oscar era lento; costumava chegar atrasado nos combates; era muito cruel com os adversários e, também, com seus subordinados. Em "01- 11- 1893" acampa (pousa) nos arredores do Antigo Pequeno Paraíso e no dia seguinte atravessa o Passo do Potreiro no rio Mampituba e segue em marcha forçada e "lenta", mas em "06-11" é barrado pelo vapor Itapemirim, armado em guerra e comandado pelo tenenete Felinto Perry Júnior que descia o rio Araranguá com prisioneiros e travam batalha com mortos e feridos de ambos os lados, mas sem vencedor. O general chega atrasado em Tubarão, ele era "realmente lento"; Gumercindo e seu exército já tinham passado e Artur Oscar termina não subindo a serra e durante um mês fica por lá. Após esse tempo recebe ordens para voltar para Sáo Domingos das Torres e volta agora com um exército reforçado de mais "1000" homens (soldados cararinenses) totalizando, aproximadamente, em "2000" os seus comandados. A Villa de São Domingo das Torres teria, na época, por volta de pouco mais que "200" moradores.
Em meados de Dezembro de "1893" Artur Oscar acampa na Villa de São Domingos das Torres, Villa de uma só rua segundo Bernardino de Senna Campos, telegrafista que na época acompanhava os militares e nos brindou com parte de seu diário, porém segundo o cearense José Carvalho de Lima, menino soldado que, também, estava entre os comandados do general era uma Villa de duas ruas e, também, conhecida como Porto de São Domingos das Torres em função de um porto que estava em construção. Segundo os dois relatores uma Villa muito pobre e atrasada, porém com um povo hospitaleiro. Algumas décadas mais tarde um prefeito, se referindo ao porto de São Domingos das Torres disse que seria o melhor do mundo e que abrigaria os maiores navios da Europa.
Esta enorme força militar ficou acampada em São Domingos das Torres por volta de "4" meses, de meados de Dezembro até "4" de Abril pelas informações do arauto do general, Bernardino de Senna Campos. Segundo Carvalho Lima até fins de Maio.
Parte desta força foi diversas vezes até os costões da serra combater os ditos "bandidos" que ocupavam aquelas regiões e segundo Carvalho Lima por diversa vezes tiveram baixas.
Quem eram esses "bandidos" que invisíveis enfrentavam as forças legais?
"Em fins de janeiro de 1894 seguimos em diligência para cima da serra, à cata de um grupo de bandidos ali domiliciliados...".
Compunha-se a diligência de cem praças do nosso batalhão e um piquete de dez praças de cavalaria de patriotas ..................................................................................................................
A dois de fevereiro ,..., alguns tiros partiram da mata.... Do piquete avançado quatro praças estavam fora de combate _ uma morta e outra gravemente ferida. Narrativas Militares _ José Carvalho de Lima Pag 95.
E assim outra morte aconteceu, no mês de Março, com este batalhão e isto é narrado por um dos combatentes. pag 98e 99 de Narrativas Militares.
Estes fatos aconteceram na região do Molha Cocos, nos costões das serras do município São Domingos das Torres.
Teríamos outros batalhões, combatendo esses "bandidos", sem narradores para a História? _ É provável que sim, mas o que esconderiam esta falta de documentos?
2
A Guerra Federalista em São Domingos das Torres
3
Condenados à Morte pelo Açoite (em tubarão ?)
4
Mortes no Morro do Cemitério
5
Os Irmãos Rodrigues Maragatos da Silva
6
Ou Mato ou Morro
7
O filho da Lenda
8
Não deixem a Lenda Morrer
9
A Paz do Rio Verde
10
O Vingador
Matanças em Tempos de Paz
11
O Vingador
12
Fragmentos da História _ Vastrando
13
Outros Rodrigues da Silva
14
Rodrigues da Silva que náo São Rodrigues da Silva
15
Rodrigues que não São da Silva
16
Os "5" Baianos
Bahiano Candinho
Degolas em tempos de paz A Santa Cruz Fragmentos da História Retalhos da história
Com a escaramuça (e porque não guerra de "1893", já em "1892"?) as matanças, de ambos os lados, proliferam e o que devia ser um caso de polícia vira uma guerra com o exército, marinha brigada militar, partidos políticos, patriotas e membros de uma mesma família lutando dos dois lados.
Depois um uruguaio, filho de brasileiros e registrado em Santa Vitória do Palmar, Brasil, comanda junto com Joca Tavares e outros um exército de rebeldes. Agora a guerra é para valer. E agora é "1893".
O uruguaio parte bailando pelo estado em direção ao norte, numa guerra de guerrilhas, e se enfurna, pelos caminhos da serra, por Santa Catarina e vai até o Paraná, sempre perseguido por um "exército legalista". O governo, então despacha, o agora general, Artur Oscar de Andrada Guimarães com "1000" homens pelas estradas do litoral para em, Tubarão, subir a serra e deixar o uruguaio entre dois fogos e acabar com a revolta. Entre os comandados do general dois alfers se destcam: o primeiro é Moreira César que vai ficar famoso na História pela crueldade; o outro é o Alferes Horácio (Orácio ?), segundo a oralidade o homem da degola "legal". Há também dois torrenses entre os soldados, porém por pouco tempo. Tornam-se desertores. Eram jovens que durante a construção do molhes do porto de serviço, na Guarita, lá estavam a vender roscas e rapaduras para os serviçais. Um dos moleques era conhecido como Tetéia _ Inácio Caetano de Freitas, o outro era Tota. Os desertores ficaram escondidos pelos matos da região até o fim da guerra. Depois da guerrra Tetéia vira carteiro.
A história depois vem a contar que Artur Oscar era lento; costumava chegar atrasado nos combates; era muito cruel com os adversários e, também, com seus subordinados. Em "01- 11- 1893" acampa (pousa) nos arredores do Antigo Pequeno Paraíso e no dia seguinte atravessa o Passo do Potreiro no rio Mampituba e segue em marcha forçada e "lenta", mas em "06-11" é barrado pelo vapor Itapemirim, armado em guerra e comandado pelo tenenete Felinto Perry Júnior que descia o rio Araranguá com prisioneiros e travam batalha com mortos e feridos de ambos os lados, mas sem vencedor. O general chega atrasado em Tubarão, ele era "realmente lento"; Gumercindo e seu exército já tinham passado e Artur Oscar termina não subindo a serra e durante um mês fica por lá. Após esse tempo recebe ordens para voltar para Sáo Domingos das Torres e volta agora com um exército reforçado de mais "1000" homens (soldados cararinenses) totalizando, aproximadamente, em "2000" os seus comandados. A Villa de São Domingo das Torres teria, na época, por volta de pouco mais que "200" moradores.
Em meados de Dezembro de "1893" Artur Oscar acampa na Villa de São Domingos das Torres, Villa de uma só rua segundo Bernardino de Senna Campos, telegrafista que na época acompanhava os militares e nos brindou com parte de seu diário, porém segundo o cearense José Carvalho de Lima, menino soldado que, também, estava entre os comandados do general era uma Villa de duas ruas e, também, conhecida como Porto de São Domingos das Torres em função de um porto que estava em construção. Segundo os dois relatores uma Villa muito pobre e atrasada, porém com um povo hospitaleiro. Algumas décadas mais tarde um prefeito, se referindo ao porto de São Domingos das Torres disse que seria o melhor do mundo e que abrigaria os maiores navios da Europa.
Esta enorme força militar ficou acampada em São Domingos das Torres por volta de "4" meses, de meados de Dezembro até "4" de Abril pelas informações do arauto do general, Bernardino de Senna Campos. Segundo Carvalho Lima até fins de Maio.
Parte desta força foi diversas vezes até os costões da serra combater os ditos "bandidos" que ocupavam aquelas regiões e segundo Carvalho Lima por diversa vezes tiveram baixas.
Quem eram esses "bandidos" que invisíveis enfrentavam as forças legais?
"Em fins de janeiro de 1894 seguimos em diligência para cima da serra, à cata de um grupo de bandidos ali domiliciliados...".
Compunha-se a diligência de cem praças do nosso batalhão e um piquete de dez praças de cavalaria de patriotas ..................................................................................................................
A dois de fevereiro ,..., alguns tiros partiram da mata.... Do piquete avançado quatro praças estavam fora de combate _ uma morta e outra gravemente ferida. Narrativas Militares _ José Carvalho de Lima Pag 95.
E assim outra morte aconteceu, no mês de Março, com este batalhão e isto é narrado por um dos combatentes. pag 98e 99 de Narrativas Militares.
Estes fatos aconteceram na região do Molha Cocos, nos costões das serras do município São Domingos das Torres.
Teríamos outros batalhões, combatendo esses "bandidos", sem narradores para a História? _ É provável que sim, mas o que esconderiam esta falta de documentos?
2
A Guerra Federalista em São Domingos das Torres
3
Condenados à Morte pelo Açoite (em tubarão ?)
4
Mortes no Morro do Cemitério
5
Os Irmãos Rodrigues Maragatos da Silva
6
Ou Mato ou Morro
7
O filho da Lenda
8
Não deixem a Lenda Morrer
9
A Paz do Rio Verde
10
O Vingador
Matanças em Tempos de Paz
11
O Vingador
12
Fragmentos da História _ Vastrando
13
Outros Rodrigues da Silva
14
Rodrigues da Silva que náo São Rodrigues da Silva
15
Rodrigues que não São da Silva
16
Os "5" Baianos
Bahiano Candinho
Degolas em tempos de paz A Santa Cruz Fragmentos da História Retalhos da história